Região do cérebro obscura ligada ao frenesi alimentar em camundongos

Células nervosas em uma parte mal compreendida do cérebro têm o poder de induzir a comer voraz em ratos já bem alimentados.
Dois a três segundos após a luz azul ativar as células na zona incerta, um patch de neurônios logo abaixo do tálamo e acima do hipotálamo, os ratos deixaram cair tudo e começaram a empurrar comida em suas bocas. Essa resposta dramática, descrita em 26 de maio na revista Science, sugere um papel no comportamento alimentar de uma parte do cérebro que não recebeu muito escrutínio.
Os cientistas já propuseram uma série de trabalhos para a zona incerta, ligando-a à atenção, ao movimento e até à postura. O novo estudo sugere outro trabalho - controlar o comportamento alimentar, talvez até mesmo em seres humanos. "Ser capaz de incluir a zona incerta em modelos de alimentação vai nos ajudar a entender melhor", diz o co-autor do estudo, Anthony van den Pol, neurocientista da Universidade de Yale.
Os novos resultados também podem ajudar a explicar por que um pequeno número de pacientes com doença de Parkinson desenvolver comportamento compulsivo quando eletrodos são implantados em seus cérebros para aliviar seus sintomas. Esses eletrodos podem ser células nervosas de zona incerta estimulantes, suspeitos de van den Pol.

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